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93% das mulheres no agro se sentem influentes, mas apenas parcela assume liderança, revela estudo

Um estudo inédito realizado pela consultoria Quiddity a pedido da Bayer revela um paradoxo no agronegócio brasileiro: embora 93% das mulheres entrevistadas reconheçam que têm influência no setor, quase 40% delas — mesmo estando à frente de propriedades ou projetos — não se percebem como líderes.

Foram ouvidos 90 produtores rurais (45 homens, 45 mulheres) e também vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro, com atuação em diferentes regiões e escalas no Brasil. O levantamento mostrou ainda que, apesar da crescente presença feminina, barreiras persistenem na ascensão a cargos de comando ou na naturalização do protagonismo.

Outro resultado relevante: 76% das mulheres entrevistadas apontaram a sustentabilidade como tema prioritário em capacitação profissional, e entre as práticas mais adotadas por elas estão: rotação de culturas (89%), preservação de áreas nativas (87%), plantio direto (82%), uso de bioinsumos (80%) e agricultura regenerativa (80%).

A pesquisa destaca que o empoderamento feminino no agro precisa de dois fatores-chave: mais visibilidade para o trabalho das mulheres e ambientes de decisão que permitam a ascensão natural à liderança.

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