Se você ainda pensa que o futebol feminino é apenas uma modalidade em crescimento, os novos dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Embratur vão mudar o seu placar. O Brasil se prepara para fazer história ao sediar, entre junho e julho de 2027, a primeira Copa do Mundo Feminina da Fifa em solo sul-americano. E os números por trás desse megaevento desenham um cenário monumental: a expectativa é de uma movimentação econômica avassaladora de R$ 8,8 bilhões.
Muito além das quatro linhas e do grito de gol, o torneio funcionará como uma turbina de inovação e negócios. A projeção aponta para a criação de mais de 73,7 mil postos de trabalho, geração de renda na casa dos R$ 4,5 bilhões e uma arrecadação tributária de R$ 928 milhões para os cofres públicos. É a consagração do esporte feminino como um dos maiores motores de desenvolvimento econômico e turístico do país.
O duplo motor do bilhão: consumo e organização
O impacto bilionário mapeado pela FGV está dividido em duas grandes frentes operacionais que prometem movimentar do pequeno comércio local às grandes redes hoteleiras:
Os Dois Vetores do Impacto Econômico
├── O Efeito Público (Turismo) ──> R$ 4,7 bilhões gerados por turistas nacionais e estrangeiros
└── O Efeito Organização (Fifa)──> R$ 4,1 bilhões em investimentos em infraestrutura e operações
As mulheres já são responsáveis por quase metade (48,61%) do fluxo de turistas internacionais que desembarcam no Brasil. E o perfil desse público é o sonho de qualquer empreendedor: elas têm uma permanência média de 11 dias no país e deixam um gasto médio de US$ 1.317 por viagem. Com a Copa, a expectativa é atrair um público com alto poder de consumo, ávido por experiências que unam futebol, gastronomia, cultura e sustentabilidade.
O mercado invisível: a grande chance do empreendedorismo feminino
Um dos dados mais fascinantes trazidos pelo estudo revela um “oceano azul” de oportunidades para quem deseja inovar. De acordo com a FGV, 72% das pessoas que nunca pisaram em um estádio de futebol são mulheres.
A Oportunidade do Mercado Feminino
[72% das Mulheres] ──> Nunca frequentaram um estádio de futebol antes
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[Copa do Mundo 2027] ──> Ambiente acolhedor, seguro e focado no protagonismo delas
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[Novo Polo de Consumo]──> Demanda gigante por produtos, moda esportiva, eventos e serviços
Esse contingente gigantesco de novas torcedoras representa um mercado consumidor inédito e apaixonado. Para as mulheres empreendedoras, abre-se um leque infinito de possibilidades: desde a criação de marcas de moda esportiva com design inclusivo até agências de turismo focadas no público feminino, passando por soluções de tecnologia para eventos e experiências gastronômicas temáticas nas cidades-sede.
O legado que fica para o amanhã
Ao longo de um mês de competição (de 24 de junho a 25 de julho de 2027), o Brasil estará sob os holofotes do mundo inteiro. Para a Embratur, o torneio consolida o país como o hub oficial de grandes eventos internacionais e deixa um legado inestimável que vai muito além do apito final.
“A Copa do Mundo de 2027 não é apenas um campeonato de futebol; é uma vitrine política, social e econômica. Ela redefine a imagem do Brasil no exterior e impulsiona o turismo esportivo como um vetor de desenvolvimento sustentável.”
As seleções mundiais trarão suas estrelas, mas a grande jogada ensaiada já começou nos bastidores dos negócios. O recado para as empreendedoras brasileiras é claro: o jogo começou, o mercado está aquecido e o futuro da economia, definitivamente, veste a camisa delas.







