A brasileira Luana Lopes Lara, de 30 anos, alcancou o posto de bilionária self-made mais jovem da lista da Forbes após a Kalshi, plataforma de mercados preditivos cofundada por ela e por Tarek Mansour (seu colega de formação no MIT), atingir o valuation de US$ 22 bilhões em sua mais recente rodada de captação. A startup estuda uma nova rodada para elevar sua avaliação para cerca de US$ 40 bilhões, etapa que antecede uma potencial oferta pública inicial de ações (IPO).
Apesar do salto patrimonial, a executiva mantém uma rotina focada na operação diária no escritório da empresa no Meatpacking District, em Nova York, priorizando o desenvolvimento de produtos e o atendimento aos usuários.
Desafios regulatórios e negociação com o governo brasileiro
A Kalshi planejava expandir suas operações para o Brasil por meio de um acordo firmado com a XP em março, mas enfrentou entraves regulatórios após o governo brasileiro proibir a atuação de mercados preditivos no país no mês seguinte.
A estratégia da fintech para destravar o mercado nacional envolve o diálogo institucional e a diferenciação de seu modelo em relação às casas de apostas (bets):
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Modelo de receita transparente: A Kalshi atua estritamente como intermediária, cobrando apenas uma taxa de transação para conectar as duas pontas da operação, sem obter ganhos financeiros com as perdas dos usuários.
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Salvaguardas graduais: A proposta é iniciar as operações de forma restrita, focando em contratos iniciais vinculados a indicadores macroeconômicos locais — como projeções de inflação, desemprego e cenários eleitorais.
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Educação do público e do regulador: A empresa busca demonstrar que o mercado preditivo oferece dados de previsão estatisticamente mais precisos que opiniões tradicionais de especialistas.
Embora exista o interesse estratégico em transformar o Brasil na primeira operação internacional da Kalshi, o processo regulatório pode fazer com que outros mercados da América Latina ou da Ásia sejam lançados anteriormente.
| Indicador / Aspecto Operacional | Situação / Projeção da Kalshi |
| Valuation Atual | US$ 22 bilhões (rodada de maio) |
| Meta de Valuation Próxima Rodada | ~US$ 40 bilhões |
| Quadro de Funcionários | ~150 colaboradores em Nova York |
| Sede | Meatpacking District, Nova York (EUA) |
| Foco de Expansão de Produto | Perpetual Futures e contratos institucionais |
| Status no Brasil | Em negociação regulatória após proibição governamental |
Avanço institucional, perpetual futures e concorrência
A tese de crescimento da Kalshi assenta-se sobre a expansão do segmento institucional e a introdução de novos instrumentos financeiros no mercado norte-americano, como os perpetual futures (contratos de derivados nos quais o investidor posiciona-se sobre a direção do preço de um ativo sem a necessidade de comprá-lo).
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Segmento Corporativo: O uso da plataforma por empresas para proteção contra riscos operacionais e macroeconômicos registra taxas de crescimento expressivas, complementando a base tradicional de varejo.
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Enfrentamento de Concorrência: Diante da movimentação de gigantes como a Meta para estruturar mercados preditivos próprios, a liderança da Kalshi avalia a entrada de novos players de forma positiva, enxergando a concorrência legal e regulada como fator de validação do setor e estímulo à inovação.
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Visão de Longo Prazo: A empresa mantém foco no crescimento orgânico e na liderança das transformações do setor financeiro para os próximos anos, descartando planos imediatos de venda do negócio e priorizando a construção de um ecossistema global.








