O quartel-general do Nubank em São Paulo acaba de emitir o sinal mais claro de sua nova fase de expansão. O banco digital, que começou timidamente com um cartão de crédito roxo e sem tarifas, transformou-se em um colosso com mais de 135 milhões de clientes globais. E o comando da engrenagem mais importante dessa expansão internacional agora está nas mãos de uma engenheira brasileira.
Em um movimento estratégico anunciado em julho de 2026, Livia Chanes foi alçada ao cargo de CEO do Nubank para a América Latina. A executiva, que já respondia pelo comando da bilionária operação brasileira, agora assume o controle dos mercados do México e da Colômbia. Sob as suas ordens diretas, os diretores desses países terão a missão de replicar o fenômeno de crescimento que Livia orquestrou em solo nacional.
O “efeito 50 milhões” e a exportação do modelo brasileiro
David Vélez, o fundador e CEO global da instituição, classificou a unificação da liderança regional como “um passo natural”. A decisão é respaldada por um histórico impecável de entregas. Livia ingressou no Nubank há seis anos na vice-presidência de produtos e assumiu a liderança da operação no Brasil no segundo semestre de 2022.
O resultado de sua gestão foi avassalador: sob o seu comando, o Nu conquistou mais de 50 milhões de novos usuários apenas no mercado brasileiro. A estratégia agora é exportar essa metodologia de crescimento acelerado e retenção de clientes para as novas fronteiras da fintech.
O Novo Tabuleiro da América Latina
├── Brasil ──> Base consolidada e motor de inovação de produtos da holding
├── México ──> Acaba de receber autorização oficial para operar como Banco (Foco em Alta Renda)
└── Colômbia ──> Operação em tração acelerada, atingindo a marca de 5 milhões de usuários
“Meu compromisso é garantir que o México e a Colômbia se beneficiem de tudo o que construímos no Brasil. Nossa prioridade é crescer em diferentes segmentos”, afirmou Livia, desenhando a rota da nova cadeira corporativa.
Do pragmatismo da “Poli” ao topo das listas de liderança
A trajetória da nova CEO da América Latina desmistifica a ideia de que o sucesso no ambiente das startups de tecnologia acontece por mero acaso ou sorte de mercado. Livia é engenheira de formação pela prestigiada Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo) e possui mestrado em desenvolvimento sustentável por uma escola de engenharia francesa.
Antes de vestir a camisa roxa do Nubank, lapidou seu perfil analítico e estratégico em ambientes corporativos de alta exigência, acumulando passagens marcantes pela consultoria McKinsey e pelo banco Itaú. Esse histórico técnico deu a ela a bagagem necessária para gerenciar crises de crescimento e liderar times multidisciplinares de tecnologia e finanças. O reconhecimento veio também fora dos escritórios: a executiva figurou como um dos grandes destaques da cobiçada lista de Melhores CEOs da Forbes.
O desafio internacional no segundo semestre de 2026
A promoção de Livia Chanes acontece em um momento crucial de consolidação regulatória. Neste mesmo mês, o Nubank recebeu o sinal verde definitivo das autoridades mexicanas para operar oficialmente como banco no México, abrindo espaço para o lançamento de novos produtos de crédito e investimento no país asteca. Enquanto isso, a operação colombiana mostra musculatura própria, batendo os primeiros 5 milhões de correntistas digitais.
Ao centralizar o poder da América Latina nas mãos da engenheira que destravou o crescimento brasileiro, o Nubank não está apenas trocando cadeiras no organograma. O banco digital está padronizando sua cultura de eficiência para criar um bloco econômico unificado, provando que a tecnologia financeira desenvolvida no Brasil dita o ritmo de toda a região.







