Desde que assumiu a presidência do Palmeiras em dezembro de 2021 — tornando-se a primeira mulher a ocupar este cargo na história centenária do clube — Leila Pereira tornou-se um símbolo de transformação no futebol brasileiro.
Com uma fortuna estimada em R$ 8,8 bilhões em 2025, segundo levantamento da Forbes Brasil, ela e o marido, José Roberto Lamacchia, lideram o grupo empresarial por trás da financeira Crefisa e da Faculdade das Américas (FAM).
Sua trajetória começou fora dos holofotes do esporte. Formada em jornalismo e depois direito, Leila migrou para o mundo de negócios e, em 2015, iniciou a relação de patrocínio entre a Crefisa e o Palmeiras. Em 2021, foi eleita presidente com votação quase unânime, obtendo 1.897 de 2.141 votos na chapa única. Sob sua gestão, o clube alcançou uma era de excelência tanto esportiva quanto administrativa. Leila insiste na filosofia de gastar dentro do que o clube arrecada, futebol como negócio e legado. Em entrevista, afirmou: “Hoje somos uma referência global, e é uma mulher no comando”.
Seus investimentos vão além do gramado: infraestrutura, gestão profissional e venda internacional de atletas passaram a fazer parte da estratégia do clube, contribuindo para a visibilidade global do Palmeiras. Apesar das conquistas, a trajetória de Leila também enfrenta críticas — especialmente sobre possível conflito de interesses entre sua empresa patrocinadora e o clube. No entanto, ela mantém que a profissionalização e os resultados falam por si.
Em suma, Leila Pereira representa mais do que uma figura de destaque no futebol: ela simboliza o avanço da mulher em ambientes majoritariamente masculinos, o encontro entre negócios e esporte, e uma nova fase de liderança corporativa e esportiva no Brasil.








