A história de Ana Paula Rodrigues, de 36 anos, é daquelas que inspiram e provam que nunca é tarde para recomeçar e seguir um sonho. Em 2020, ela enfrentava uma rotina exaustiva: dividia o seu tempo entre o emprego de carteira assinada em uma indústria farmacêutica e as aulas da faculdade de Farmácia em Anápolis (GO). Para conseguir pagar a mensalidade do curso, Ana começou a fazer pamonhas nos finais de semana e a vendê-las para os seus próprios colegas de trabalho.
O que começou como um bico informal deu tão certo que a demanda não parava de crescer. Após dois anos equilibrando a dupla jornada, ela tomou uma decisão corajosa: deixou para trás 12 anos de estabilidade no emprego para abrir as portas da Pamonharia da Ana. Hoje, o negócio de família produz até 4 mil pamonhas por mês e fechou o ano passado com um faturamento de R$ 552 mil, provando que a aposta na liberdade valeu a pena.

O sabor da criatividade e o sucesso na internet
O grande diferencial do negócio nasceu de um momento despretensioso em casa. “Um dia, enquanto eu preparava uma costela para fazer caldo, vi aquela carne bem desfiada e resolvi testar dentro de uma pamonha”, relembra Ana Paula. O sabor, que foge da tradicional carne seca usada na região, virou o carro-chefe da casa.
Mas, além do tempero caprichado, o grande empurrão veio das redes sociais. Ana Paula entendeu que precisava mostrar o seu amor pelo negócio para o mundo. Ela começou a gravar vídeos dos bastidores da cozinha e da montagem das receitas para o Instagram. O resultado foi surpreendente:
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O vídeo da pamonha de Romeu e Julieta (queijo com goiabada) bateu 1,3 milhão de visualizações.
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O vídeo mostrando o preparo da pamonha de costela ultrapassou 1,2 milhão de acessos.
Os posts geraram um verdadeiro alvoroço na internet. Enquanto pessoas de outros estados brincavam nos comentários dizendo que estavam “em depressão” por morarem longe de Goiás, a loja física começou a encher de novos clientes ansiosos para provar as delícias.
União de família e o sonho de voar mais alto
A Pamonharia da Ana é um negócio de afeto. A operação é totalmente tocada em família: Ana Paula divide o comando da cozinha com a sua mãe e o seu marido, enquanto os filhos e a cunhada cuidam com carinho do atendimento ao público no salão. Toda vez que um vídeo novo viraliza na internet, a família já corre para reforçar os estoques, sabendo que a procura vai disparar.
O negócio, que tem um preço médio de R$ 18,90 por pamonha, atende cerca de 2 mil clientes por mês. E a trajetória de superação de Ana Paula está longe de parar por aqui. Para o futuro, a meta é expandir a produção, criar novos sabores e transformar a charmosa pamonharia de Anápolis em uma rede de franquias, levando o autêntico sabor goiano para todo o Brasil.








