A conquista de mais de 90% dos votos no Big Brother Brasil 2021 marcou a projeção nacional de Juliette Freire, mas foi sua capacidade de gestão, posicionamento de marca e inteligência relacional que a consolidaram como um dos maiores fenômenos do mercado publicitário brasileiro. Advogada, maquiadora, artista e empresária com mais de 28 milhões de seguidores e cerca de 50 marcas parceiras no portfólio, Juliette compartilhou sua visão de liderança durante a abertura do Summit Mulheres nas Profissões, em São Paulo.
Ao lado de nomes influentes do cenário nacional, a empresária argumentou que o sucesso sustentável nos negócios não depende de fórmulas mágicas de mercado, mas sim de uma estrutura interna sólida baseada em autoconhecimento, autoestima, autocomunicação e autoconfiança.
Os quatro pilares do posicionamento profissional
Para que uma profissional consiga negociar com autoridade, ocupar espaços de poder e resistir à pressão de ambientes altamente competitivos, Juliette defende uma construção de dentro para fora:
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1. Autoconhecimento como proteção de valor: Entender com clareza quais são suas potências, vulnerabilidades e limites impede que a avaliação externa defina o seu valor de mercado. Deixar de se enxergar pelos olhos dos outros é a primeira linha de defesa contra a perda da autenticidade.
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2. Autoestima ancorada na própria história: Longe do conceito fútil focado apenas na estética, a autoestima deve ser entendida como o valor e o orgulho que a profissional atribui à sua caminhada. Relembrar a origem simples como filha de uma cabeleireira e de um mecânico, a formação em escola pública e a graduação em Direito serve como combustível para não recuar diante de novos desafios.
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3. Autocomunicação e o combate à autossabotagem: A “narrativa interna” criada na mente influencia diretamente a tomada de decisões. Quando a profissional repete para si mesma que não é capaz ou que não merece determinada posição, ela se afasta de quem é e deixa de abraçar oportunidades estratégicas.
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4. Autoconfiança como tradução da imagem no mundo: A autoconfiança é o catalisador que transforma a competência técnica em ação. O modo como a líder se enxerga é exatamente como o mercado passará a enxergá-la e respeitá-la.
Superando a síndrome da impostora com o “pacto do aprendizado”
Um dos pontos de maior sintonia com a plateia foi o debate sobre a dificuldade recorrente de mulheres executivas e empreendedoras em reconhecer o próprio mérito. É comum que profissionais altamente qualificadas atribuam suas conquistas à sorte ou a fatores externos, alimentando a chamada síndrome da impostora.
Para quebrar esse ciclo de invalidação, Juliette sugere a substituição de crenças limitantes por afirmações de impacto e citou a célebre frase inspirada em Nelson Mandela que guia sua gestão profissional e pessoal:
“Eu nunca perco; ou eu ganho ou eu aprendo.”
Essa mudança de perspectiva retira o peso do erro e transforma eventuais contratempos operacionais em dados e aprendizados para os próximos passos da carreira.
Do conhecimento empírico ao controle total do produto
A transição da advocacia e da maquiagem para o ecossistema dos grandes negócios exigiu que Juliette tratasse a educação como um portal permanente de transformação. No entanto, o diferencial de suas parcerias comerciais reside na sua presença ativa no desenvolvimento dos produtos que levam sua assinatura.
Ao criar uma linha de secadores de cabelo, por exemplo, a empresária não se limitou a ceder sua imagem para a campanha. Ela participou de todas as etapas de criação “do cabo ao fio”, exigindo ajustes de ergonomia baseados em sua experiência prática de anos trabalhando em salões de beleza, onde enfrentou lesões por esforço repetitivo.
O envolvimento direto na cadeia produtiva exemplifica o novo perfil da liderança feminina nos negócios: uma postura onde o conhecimento prático, a escuta atenta do consumidor e a vivência pessoal convertem-se em inovação, autoridade de mercado e valor econômico de longo prazo.







