Fundada em São Paulo pelas irmãs Caroline Ramos (39), ex-profissional de TI, e Camila Ramos (36), ex-gestora de Recursos Humanos, a Ramos do Cacau é uma fábrica de chocolates artesanais no conceito bean-to-bar (da amêndoa à barra). Iniciada com um investimento inicial de R$ 20 mil proveniente de rescisão trabalhista em 2023, a empresa utiliza cacau de origem rastreada fornecido diretamente por produtores de Ilhéus (BA) e opera sua fábrica no bairro do Itaim Paulista, na Zona Leste da capital paulista.
Em menos de um ano do seu lançamento oficial (ocorrido em agosto de 2024), a marca conquistou o 2º lugar no Academy of Chocolate Awards, prestigiado concurso internacional do setor, com o sabor 55% cacau chocolate com café.
Estrutura operacional, catálogo de produtos e vendas
Com uma divisão de tarefas clara — Caroline lidera o desenvolvimento de receitas e a produção, enquanto Camila comanda a gestão financeira e administrativa —, a fábrica mantém uma média de produção entre 25 kg e 30 kg por mês, alcançando a marca de 50 kg mensais no período da Páscoa.
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Canais de Comercialização: As feiras e eventos presenciais são a principal alavanca de vendas, representando 60% do faturamento. A marca também vende via e-commerce, canais diretos e pontos de venda físicos, como o mercado Casa Bueno (Liberdade) e a cafeteria Joana Cafés (Rua Oscar Freire).
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Portfólio Fixo (5 Sabores): 35% caramelo com cumaru e flor de sal (carro-chefe), 55% chocolate com café (premiado), 70% cacau, 55% ao leite de coco (vegano) e 80% cacau.
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Diversificação de Itens: Nibs de cacau, gotas de chocolate, edições sazonais (como chocolate branco com framboesa e hibisco), placas com castanhas e desenvolvimento de linhas sem açúcar (zero açúcar).
| Indicador / Métrica | Dado Observado (Ramos do Cacau) |
| Investimento Inicial (2023) | R$ 20.000,00 |
| Faturamento 2024 | R$ 40.000,00 |
| Faturamento 2025 | R$ 65.000,00 |
| Projeção de Faturamento (2026) | R$ 75.000,00 |
| Tíquete Médio | R$ 250,00 |
| Origem da Matéria-Prima | Produtores locais de Ilhéus (BA) |
Desafios e perspectivas de expansão
A trajetória financeira demonstra crescimento sustentado, escalando de R$ 40 mil (2024) para R$ 65 mil (2025), com meta de atingir R$ 75 mil em 2026. Para suportar o avanço da demanda sem comprometer o caráter artesanal da produção, as sócias planejam investir no aporte de novos equipamentos para a fábrica.
O principal desafio atual reside na captação de capital para investimento contínuo e na gestão de processos B2B/B2C, contornados pela constante qualificação executiva e fortalecimento de redes de apoio comercial no setor gastronômico de São Paulo.








