Fundada em 2018 pelas engenheiras ambientais Natália Pietzsch e Amália Koefender, a startup gaúcha ARCO – Ações para Reciclagem e Compostagem desenvolveu uma solução inédita no Brasil: um maquinário capaz de processar e reciclar papéis sanitários (papel higiênico usado), resíduo que tradicionalmente acaba acumulado em aterros sanitários.
A inovação foi projetada em parceria com a fabricante Igapó para atender a uma demanda do Bordaza Shopping, em Porto Alegre (RS), complexo residencial e corporativo por onde circulam 5 mil pessoas diariamente e que buscava alcançar a certificação “Lixo Zero”.
O processo de reciclagem do papel sanitário e monetização
O equipamento possui capacidade para processar até 1,3 tonelada de resíduos por dia, sendo até 600 quilos de papel sanitário. A transformação ocorre em duas fases principais:
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Tratamento Térmico e Biológico (7 dias): O material é inserido em um tambor com microrganismos que elevam a temperatura interna, eliminando patógenos e sanitizando o composto.
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Minhocário e Maturador (2 meses): O resíduo pré-tratado segue para um minhocário, onde passa por decomposição até se converter em adubo rico em nutrientes.
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Comercialização: Devido à origem da matéria-prima, o adubo é proibido de entrar em contato com alimentos, sendo direcionado e vendido para empresas de paisagismo e gestão de praças e parques públicos.
| Indicador / Métrica | Dado Observado (ARCO) |
| Ano de Fundador / Sede | 2018 (Porto Alegre / RS) |
| Fundadoras | Natália Pietzsch e Amália Koefender (Engenheiras Ambientais) |
| Faturamento (2025) | R$ 2.800.000,00 (+20% de crescimento médio ao ano) |
| Capacidade do Maquinário | 1,3 tonelada/dia (sendo até 600 kg de papel sanitário) |
| Aporte de Investimento | R$ 500.000,00 (Yunus Negócios Sociais) |
| Base de Clientes / Estrutura | 100 clientes recorrentes / Galpão de +1.000 m² no 4º Distrito |
Modelo de negócios, histórico e superação
A ARCO preencheu uma lacuna de mercado ao atender médios e pequenos estabelecimentos (como restaurantes, hotéis e faculdades) que não encontravam gestoras licenciadas para cuidar de seus resíduos. Operando com contratos de assinatura recorrente com volume e frequência predeterminados, a startup atende nomes como 3corações, Novotel e Rede Atitus, oferecendo rastreabilidade completa e relatórios de indicadores ESG.
A empresa nasceu sem investimentos externos na garagem da avó de Natália, escalando de maneira sustentável até atingir o formato atual. Após superar os impactos das enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024 — que deixaram seu galpão de 1.000 m² no 4º Distrito inoperante por 20 dias —, a ARCO assinou um aporte de R$ 500 mil com a Yunus Negócios Sociais para acelerar sua expansão e ressignificar o lixo urbano como matéria-prima.








