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Mulheres no topo: por que a proporção de bilionárias no Brasil supera o cenário internacional

O ranking Forbes Bilionários Brasileiros 2026 registrou a presença de 50 mulheres, cujas fortunas somadas alcançam R$ 329,17 bilhões. Embora o número absoluto de bilionárias tenha caído em relação a 2025 (quando eram 60), a representatividade feminina no país manteve-se em 19,61% do total de bilionários. O indicador coloca o Brasil acima da média mundial, na qual as mulheres representam cerca de 14% das fortunas bilionárias.

Distribuição de patrimônio e principais nomes do ranking

Vicky Sarfaty Safra, nascida como Vicky Sarfaty, é uma bilionária e filantropa grega e membro da família Safra. Ela é naturalizada brasileira. Em 2020, após a morte de seu marido, o banqueiro Joseph Safra, ela se tornou a maior acionista individual do Grupo J.

A liderança entre as mulheres permanece com Vicky Sarfati Safra e sua família, ocupando a 2ª posição geral do ranking nacional, atrás apenas de Eduardo Saverin (R$ 162,9 bilhões). A maioria das mulheres da lista detém patrimônio oriundo de herança, mas o grupo das dez mais ricas conta com duas empreendedoras self-made (que construíram a própria fortuna no setor de tecnologia e finanças).

  • Vicky Sarfati Safra e família: R$ 130,6 bilhões (Banco Safra)

  • Luana Lopes Lara (self-made): R$ 13,4 bilhões (cofundadora da Kalshi; estreante na lista aos 30 anos)

  • Cristina Junqueira (self-made): R$ 8,1 bilhões (cofundadora do Nubank)

  • Regina Helena Scripilliti Velloso: R$ 5,4 bilhões (Grupo Votorantim; estreante em 2026)

Indicador / Métrica Dado Observado (Forbes 2026)
Total de Mulheres Bilionárias no Brasil 50 nomeadas
Patrimônio Somado das Bilionárias R$ 329,17 bilhões
Representatividade Feminina no Brasil 19,61% do total de bilionários
Representatividade Feminina Global ~14,00% do total global
Novas Estreantes na Lista em 2026 2 (Luana Lopes Lara e Regina H. S. Velloso)

Projeções globais: a grande transferência de riqueza

Especialistas e relatórios de inteligência financeira apontam para um aumento expressivo no controle de ativos por mulheres nas próximas décadas. Esse movimento é impulsionado por fatores demográficos e sucessórios:

  • Transferência Intergeracional: A transição de patrimônio dos baby boomers para as novas gerações deve colocar pelo menos 50% da riqueza herdada nos EUA (estimada entre US$ 84 trilhões e US$ 129 trilhões) nas mãos de mulheres.

  • Projeção McKinsey: A consultoria estima que as mulheres gerenciarão uma oportunidade de US$ 30 trilhões até 2030 somente no mercado norte-americano.

  • Fatores Demográficos: A maior expectativa de vida feminina faz com que viúvas frequentemente assumam o controle final dos ativos familiares por períodos mais longos, consolidando a gestão de patrimônios trilionários globalmente e no Brasil.

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